Contagem regressiva para implementação do Sistema Nacional de Controle de Medicamentos

8 de janeiro de 2018

O plano B contra a aids

Quanto mais jovem, menos o brasileiro usa camisinha. Para frear avanço do HIV nesse grupo, governo distribui remédio que age antes da relação sexual

No Brasil, a faixa etária que vai de 20 a 34 anos é a que mais concentra vítimas de infecção pelo HIV. Nela, estão 52% dos cerca de 830 000 brasileiros que, calcula-se, são portadores do vírus. Mas é a faixa logo abaixo dessa a que mais alarma os especialistas. Entre os jovens de 15 a 19 anos, a taxa de detecção do HIV quase triplicou na última década. Passou de 2,4 casos por 100 000 habitantes, em 2006, para 6,7 casos, em 2016. Entre as mulheres também houve um crescimento da doença na mesma faixa etária — de 3,6 para 4,1 casos. Isso ocorre porque, segundo o Ministério da Saúde, quanto mais jovens, menos os brasileiros fazem uso da camisinha, ainda a melhor forma de proteção contra a doença. Estima-se que um em cada três jovens inicie a vida sexual sem usar preservativos.

Para reduzir os números dessa tragédia precoce, o governo passou a distribuir gratuitamente, desde dezembro passado, um medicamento para prevenir a infecção por HIV. É uma combinação dos antirretrovirais tenofovir e entricitabina. O Truvada, seu nome comercial, bloqueia a entrada do vírus HIV no DNA das células de defesa do organismo, impedindo a sua replicação. A prevenção consiste na ingestão diária de um comprimido — apenas por quem não tem o vírus. Se utilizado de forma regular, sem interrupções, o medicamento reduz em 90% o risco de infecção.

A matéria acima, publicada na última edição da revista Veja, refere-se ao medicamento Truvada o qual já está disponível para consulta no MEDiD:


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