25 de janeiro de 2018

Medicamentos seguem em falta em unidades de saúde do RJ

Depois de anunciar alto investimento na compra de medicamentos, Prefeitura tenta lidar com a falta de entrega. Estado de calamidade já foi declarado.

A distribuição de medicamentos segue como pauta de polêmica e discussão no Rio de Janeiro. Após investimento de mais de R$ 100 milhões na compra de remédios, a Prefeitura ainda segue buscando explicações para a falta de medicações em diversos postos de unidade de saúde básica do Rio.

De acordo com a matéria, cerca de 200 rótulos de medicamentos para problemas como diabetes e pressão alta seguem em falta nas unidades. A Secretaria Municipal de Saúde, no entanto, publicou uma foto com os lotes de medicamento saindo de sua sede e não declara qualquer anormalidade.

Através de seu perfil em uma rede social, o Prefeito Marcelo Crivela fez questão de tranquilizar a população. “Quero tranquilizar o povo do Rio de Janeiro porque já temos remédios e estamos distribuindo para todas as redes, onde estava faltando. Para diabetes, para pressão alta, dipirona para quem precisa, enfim, todos os remédios necessários para que as pessoas continuem seus tratamentos com todo cuidado necessário, que a prefeitura zela por ter”, publicou.

Desabastecidas de grande parte dos medicamentos, algumas unidades de saúde básica até pararam seu funcionamento em sinal de greve. Reunidos no Conselho Regional de Medicina (Cremerj), diversos especialistas insistem em declarar estado de calamidade pública técnica no Estado do Rio. O presidente do Cremerj afirmou que o Estado vive sua maior crise na área da saúde pública em anos.

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS), no entanto, manteve a posição de que está comprometida a prover todas as melhorias ao sistema de saúde pública. Fez questão de declarar, inclusive, investimento de cerca de R$ 130 milhões na compra de remédios ao longo dos últimos meses.

Há algum tempo, a venda de remédios irregulares já tinha sido proibida pelas autoridades, conforme noticiamos aqui no blog.

A discussão continua… E seguimos atentos!

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