Contagem regressiva para implementação do Sistema Nacional de Controle de Medicamentos

6 de outubro de 2017

Medicamentos para combate ao câncer são doados a hospital no interior

Os remédios de alto custo foram doados por um laboratório da iniciativa privada e visam atender pacientes do Conjunto Hospitalar de Sorocaba

 

A dificuldade em obter medicamentos de alto custo para o tratamento de doenças críticas é uma infeliz realidade no quadro da saúde pública nacional.

Na intenção de ajudar no combate a esse cenário, um laboratório da capital enviou ao interior um lote com 750 unidades de medicamentos utilizados no tratamento de casos de câncer.

A interrupção dos tratamentos pela falta de medicamentos necessários é outro episódio que atormenta o setor público de saúde. Os medicamentos doados pelo laboratório atendem a casos como câncer de ovário, mama, pulmão, testículos, bexiga, cabeça e pescoço, além de leucemias, entre outras variações.

A ação da iniciativa privada em fornecer medicamentos tenta combater a confusão do setor público, que ainda discute sobre o dever de fornecer remédios. Pacientes que precisam de medicação controlada têm de entrar com pedidos jurídicos junto ao SUS, que os encaminha ao Ministério da Saúde e, daí em diante, para o MPF.

O MPF já recomendou, por diversas vezes, que é o Estado quem deve suprir a demanda de medicamentos elencados na listagem do Sistema Único de Saúde (SUS).

A burocracia na liberação do fornecimento pode, inclusive, comprometer a saúde de pacientes mais debilitados. Nos caso do câncer, de acordo com o INCA (Instituto Nacional do Câncer), a estimativa é que 600 mil novos diagnósticos vão surgir no biênio entre 2016 e 2017.

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