Contagem regressiva para implementação do Sistema Nacional de Controle de Medicamentos

15 de fevereiro de 2018

Libbs traz para o Brasil o primeiro biossimilar de trastuzumabe

Anvisa concede registro de biofármaco para o tratamento de câncer de mama HER2+

Foi publicada hoje, no Diário Oficial, a aprovação do primeiro medicamento biossimilar de princípio ativo trastuzumabe do Brasil, desenvolvido pela biofarmacêutica indiana Biocon, com estudos clínicos multicêntricos conduzidos pela farmacêutica norte-americana Mylan. O produto foi registrado pela Libbs Farmacêutica no Brasil, sob a marca Zedora.

O Zedora, indicado para o tratamento de câncer de mama HER2+, atua como terapia alvo e contribui para o bloqueio da multiplicação das células cancerígenas. Esse tratamento, reconhecido como um dos principais avanços da medicina oncológica, identifica e inibe especificamente as células afetadas pela doença e provoca o menor dano possível às células sadias.

Os biossimilares são moléculas complexas de origem biológica e capazes de atuar em alvos específicos. Graças aos avanços da engenharia genética, esses medicamentos possuem moléculas altamente similares ao biológico inovador e apresentam a mesma eficácia e segurança.

O medicamento será fornecido ao Governo Federal por meio de uma PDP, na qual a tecnologia será transferida para a Libbs e o parceiro público, Instituto Butantan, nos próximos anos. Assim, mais do que um avanço terapêutico, a chegada do Zedora oferecerá maior acesso dos brasileiros ao tratamento.

PDP com o Butantan

O Instituto Butantan, órgão vinculado à Secretaria de Estado da Saúde e um dos maiores centros de pesquisas biomédicas do mundo, vai absorver a tecnologia da Libbs para a produção do medicamento biossimilar de princípio ativo trastuzumabe no Brasil, o Zedora.

O Butantan será um dos principais laboratórios públicos fornecedores do produto ao Ministério da Saúde, para distribuição gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A parceria foi oficializada na última quinta-feira, 14 de dezembro, quando o Butantan, a Libbs e o Ministério da Saúde firmaram um termo de compromisso para a transferência desta tecnologia.

O câncer de mama tipo HER2+

A produção da proteína HER2 faz parte do processo normal de crescimento e reposição das células do tecido mamário. Em alguns casos, por uma falha do sistema, estes genes começam a expressar inadequadamente uma quantidade excessiva desta proteína, contribuindo para o crescimento desordenado da célula, o que pode gerar o aparecimento de células tumorais no tecido.

Estima-se que cerca de uma em cada cinco pacientes com câncer de mama seja HER2+ (ou seja, 20% das pacientes) e pesquisas recentes sugerem que essas são as que, provavelmente, terão uma forma mais agressiva de câncer de mama.

Rastreabilidade de medicamento

A matéria acima, publicada no portal Segs, traz a tona um ótimo avanço no tratamento a pacientes com câncer de mama HER2+. Tratando de avanços, a Libbs foi a primeira indústria farmacêutica a implantar o Sistema Nacional de Controle de Medicamentos (SNCM), tendo todo ciclo de rastreabilidade realizado em parceria com a R&B Rastreabilidade Brasil.

A partir disso, o medicamento Zedora estará disponível para consultas, seja via código datamatrix ou campo de busca por nome, no MEDiD, aplicativo que preza pelo consumo consciente de medicamentos, alertando para produtos falsificados com informações sobre sua procedência, além de enaltecer a importância do paciente ter fácil acesso à bula dos medicamentos e receber alertas a respeito do consumo dos mesmos.

Saiba mais em: www.medid.com.br

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