Contagem regressiva para implementação do Sistema Nacional de Controle de Medicamentos

29 de Janeiro de 2018

Entenda as economias com a Rastreabilidade

Em setembro de 2015 a OMS (Organização Mundial da Saúde) e seus países membros divulgaram 17 metas com o objetivo de eliminar a pobreza, proteger o meio-ambiente e garantir a prosperidade do planeta.

Dentre diversas ameaças ao atingimento destas metas destaca-se a presença de medicamentos falsificados e seu uso por parte dos consumidores. Estes medicamentos apresentam má qualidade, são inseguros e/ou ineficazes, ameaçando a saúde daqueles que os consomem. Os problemas desses produtos de qualidade inferior e falsos vem aumentando, uma vez que a fabricação e a distribuição globalizada crescem e tornam-se mais complexas.

O aumento da demanda por medicamentos, vacinas e outros produtos médicos em quase todos os países, além do mau gerenciamento da cadeia de suprimento e do crescimento das vendas por meio do comércio eletrônico também criam oportunidades para a introdução de medicamentos falsos na cadeia de suprimentos. Infelizmente, informações esclarecedoras e impactos socioeconômicos sobre produtos falsificados são escassos.

A legislação que trata da rastreabilidade na cadeia de medicamentos já está vigente no Brasil, e ao longo dos próximos anos acontecerão etapas importantes no cronograma de implantação do Sistema Nacional de Controle de Medicamentos (SNCM), ocorrendo ainda em 2018 o primeiro upload de informações dos eventos no banco de dados da Anvisa. Através da serialização com o registro dos dados do medicamento, e do monitoramento destes produtos por meio de leituras ao longo da cadeia, será possível conhecer as alterações de status e mudanças de custódia, ou seja, será possível saber onde o medicamento está localizado.

Além dos benefícios qualitativos vários estudos foram feitos ao redor do mundo para quantificar os benefícios financeiros e operacionais da implantação deste sistema nos mais diversos elos da cadeia de distribuição de medicamentos (laboratórios, distribuidores, clinicas, postos de saúde, hospitais, farmácias e etc.)

Em 2011 a NVZ, associação de hospitais da Holanda, realizou um estudo avaliando o impacto da rastreabilidade e chegou às seguintes conclusões:

  • Redução dos níveis de inventário em aproximadamente 20%
  • Redução do estoque obsoleto em aproximadamente 80%.
  • Economia de tempo e dinheiro através da reordenações automáticas, ou seja, economias através das reduções de inventário e estoque.
  • Aceleração dos procedimentos de recall: com a implementação da rastreabilidade a equipe do hospital não precisará procurar por arquivos de papel do fornecimento, a informação estará disponível no sistema.

O mesmo estudo indica também os benefícios do ponto de vista do laboratório fabricante:

  • Unificação dos métodos de identificação;
  • Otimização do processo de pedidos através do processamento eletrônico dos mesmos;
  • Centralização de dados permite melhore gerenciamento, resultando em menos erros no processo de pedidos e entregas.
  • Menos problemas com pico de pedidos, uma vez que os hospitais terão a visão mais clara dos estoques.
  • Redução de 10 a 20% dos estoques devido a maior precisão da informação.

O estoque de dispositivos médicos na Holanda é estimado em 400 milhões de euros, o que implica economias potenciais para todo o mercado entre 40 e 80 milhões de euros (equivalente a 154 e 308 milhões de reais), no Brasil este valor poderia variar de 470 a 940 milhões de reais.

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