Contagem regressiva para implementação do Sistema Nacional de Controle de Medicamentos

5 de fevereiro de 2021

Preços de medicamentos voltam a subir

Os preços dos medicamentos vendidos aos hospitais no Brasil cresceram 1,37% em dezembro. É o que aponta o Índice de Preços de Medicamentos para Hospitais (IPM-H), indicador da Fipe em parceria com a healthtech Bionexo. É a primeira alta do índice após quatro quedas consecutivas. No ano de 2020, a alta acumulada foi de 14,36%.

A variação em dezembro foi impulsionada pelo avanço no preço médio de medicamentos atuantes no aparelho digestivo e metabolismo (+13,77%), sistema nervoso (+5,22%), sistema musculesquelético (+3,09%) e aparelho cardiovascular (+1,42%). Esses grupos, incluem medicamentos utilizados pelos hospitais em casos graves relacionados à Covid-19, como propofol (anestésico), fentanila (analgésico) e omeprazol (distúrbios gastrointestinais).

O resultado superou a inflação oficial do país – 1,35%, segundo o IPCA/IBGE – e também a variação da taxa média de câmbio no mês (-5,02%).

Crescimento na pandemia

Desde o início da pandemia, entre fevereiro e dezembro de 2020, o índice registrou um crescimento de 12,15%. Esse avanço tem relação com a elevação no preço médio de medicamentos atuantes no aparelho cardiovascular (+53,61%), aparelho digestivo e metabolismo (+49,63%), sistema nervoso (+46,13%), sistema musculoesquelético (+21,37%), entre outros. A demanda das unidades de saúde, o desabastecimento do mercado doméstico, a valorização dólar e do preço de insumos também estimularam a alta.

Entre os medicamentos com maior demanda durante a pandemia estão norepinefrina (terapia cardíaca e suporte vital), fentalina (analgésico), propofol (anestésico), midazolam (hipnótico/sedativo/tranquilizante), omeprazol e pantoprazol (antiácidos utilizados no tratamento de dispepsia/úlcera gástrica e outros distúrbios gastrointestinais).

Fonte: Panorama Farmacêutico

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