Contagem regressiva para implementação do Sistema Nacional de Controle de Medicamentos

6 de novembro de 2018

Vírus que pode ajudar a destruir o câncer é promessa para o futuro

Pesquisadores de todo o mundo têm buscado novas terapias contra o câncer. Nos últimos anos, um tipo específico de tratamento, a viroterapia, conquistou o interesse da comunidade científica.

A intervenção utiliza biotecnologia para transformar certos vírus em agentes anticâncer (chamados de vírus oncolíticos), que infectam e destroem as células malignas. Uma das vantagens da viroterapia é a capacidade de destruir o tumor usando uma variedade de mecanismos. Agora, a nova aposta dos cientistas é o vírus Seneca Valley (SVV), do tipo oncolítico, que pode ser a chave para uma nova terapia contra o câncer. No entanto, os pesquisadores reforçam que a análise é muito inicial e não pode apresentar resultados concretos.

Para examinar o comportamento do vírus, os cientistas usaram microscopia crio-eletrônica para capturar imagens de milhares de partículas e visualizar sua estrutura em alta resolução. Entender a estrutura dessas partículas é fundamental para criar um vírus eficaz contra o câncer que os cientistas possam usar para desenvolver novas drogas e terapias. O vírus Seneca Valley é incomum porque tem como alvo específico o receptor da toxina do antraz 1 (ANTXR1) nas células tumorais. O primo deste receptor, chamado ANTXR2, só aparece em tecidos saudáveis. A descoberta de cientistas japoneses e neozelandeses, publicada no Proceedings of the National Academy of Sciences, mostra que o SVV afeta apenas os tumores sem chegar nas células saudáveis. O comportamento desse vírus pode potencialmente torná-lo uma terapia adequada para muitos tipos de câncer, já que o receptor ANTXR1 está presente nas células tumorais de mais de 60% dos cânceres humanos.

Pesquisadores realizaram testes clínicos iniciais em tumores sólidos pediátricos e pequenas células de câncer de pulmão. O vírus demonstrou qualidades de combate ao câncer em ambos os tipos da doença. No entanto, o sistema imunológico está programado para combater vírus e destrói a ameaça em três semanas. De acordo com os cientistas, a esperança é que análise da estrutura do VVS possa ajudá-los a encontrar maneiras de superar o sistema imunológico, permitindo que o vírus se replique e mate as células cancerígenas.

Fonte: Viva Bem

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