Contagem regressiva para implementação do Sistema Nacional de Controle de Medicamentos

4 de maio de 2017

OMS e farmacêutica brasileira entram em acordo para o combate à bouba

A reunião mais recente de parceiros globais da Organização Mundial da Saúde (OMS), em Genebra, na Suíça, trouxe uma surpresa. A farmacêutica brasileira EMS firmou acordo para doação de azitromicina, antibiótico necessário para o combate à bouba, como parte do projeto que visa sua erradicação até 2020.

Uma doença rara e que não surge no Brasil há anos, a bouba teve 460 mil casos registrados – 70% deles em crianças – entre 2008 e 2015; sendo considerada endêmica em 13 países da África, Ásia, América Latina e Pacífico.

Predominante, sobretudo, em regiões tropicais, a bouba é provocada pela infecção de um tipo de bactéria que pode vir a causar inflamações na pele, ossos e cartilagens. O contágio, por sua vez, acontece apenas pelo contato com as feridas.

O combate à bouba é meta da OMS desde 1950. Naquele ano, a organização liderou um movimento em prol do tratamento da doença a partir do uso de penicilina. Mais de 50 milhões de pessoas foram tratadas. Mas em 1964, segundo pesquisas da própria entidade, ainda restavam 2,5 milhões de enfermos.

Solução possível

Apenas em 2012 pesquisadores descobriram o que poderia se tratar da solução. Uma única dose oral de outro antibiótico, a azitromicina, era eficaz na secagem das feridas.

O fato de a aplicação não requerer nenhum profissional da saúde, ou instrumento, poderia facilitar ainda mais a sua propagação, certo?

É nisto que esse acordo aposta. Caso haja sucesso na estratégia de tratamento, a bouba pode se tornar a segunda doença mundialmente erradicada, depois da varíola, sendo a primeira através do uso de antibióticos.

Fale conosco

Mensagem