Contagem regressiva para implementação do Sistema Nacional de Controle de Medicamentos

27 de abril de 2017

Intoxicação por medicamentos causa 30% das internações, diz pesquisa

Uma pesquisa realizada pelo Conselho Federal de Farmácia neste ano já destacou um dado alarmante: cerca de 30% das internações acontecem por intoxicação medicamentosa.

No entanto, a maior parte dos quadros é reversível, de acordo com o farmacêutico Josué Shostaqui. “Vários casos de reação adversa a medicamentos acontecem na nossa emergência em função do uso inadequado. A grande maioria dessas internações é controlada, desde que o paciente seja atendido prontamente”, alerta o mestre em Administração Hospitalar pela UFRGS.

Em entrevista ao portal da Agência Brasil, o especialista protestou contra uma prática recorrente na sociedade civil: a automedicação. De acordo com ele, os remédios utilizados com prescrição médica, ao menos, já dão outra noção ao paciente a respeito de possíveis efeitos colaterais.

“Temos uma gama de medicamentos que são vendidos livremente na farmácia, sem orientação do profissional farmacêutico. Uma simples aspirina, se a pessoa tiver uma propensão à úlcera gástrica, poderá originar até sangramentos em função da ingestão do produto. É preciso ter consciência de que nenhum medicamento é isento de risco”, comenta.

 

População idosa constitui maior alvo

Além do que chamou de “Cruzada contra a Automedicação”, Shostaqui abordou a questão dos idosos. No quadro nacional, cerca de 54% dos casos de intoxicação de medicamentos atinge pacientes idosos. Seja por desatenção ou descuido, esse é o grupo de risco que pode ser afetado por um regime desequilibrado de comprimidos.

Um acompanhamento mais próximo da família, e o suporte médico sempre que preciso, são algumas medidas preventivas para evitar qualquer inconveniente. “Os idosos são um grupo muito especial, pessoas que tomam entre cinco e oito comprimidos por dia, medicamentos diferentes e em horários diferentes. É preciso uma atenção maior”, diz.

O acompanhamento médico, de forma geral, deve ser feito o mais rápido possível. “A gente indica que as pessoas levem a medicação que estão tomando ao hospital mais próximo, para que tentem reverter o quadro. As reações podem ir desde a vermelhidão, a coceira, até um mau súbito ou também uma sensação de fraqueza muscular.

 

Fale conosco

Mensagem